A CAMINHADA – A IGREJA CAMINHANDO NO PASSO CERTO

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Há um passo que é o da medida certa. É o que satisfaz a todos, e que nos permitirá atingir o objetivo.

Caminhar no passo certo é estabelecer uma marcha cujo movimento homogêneo seja de identificação com o todo. Um exército em marcha, no passo cadenciado, é como uma única peça em movimento, mesmo sendo composto de milhares de soldados.

Nem sempre conhecemos nosso limite, muito menos nos preocupamos com os limites dos outros. Raramente sabemos a resistência dos que estão ao nosso lado, por isso exigimos que façam o que fazemos, ou que nos acompanhem em nossos passos.

      A bem da verdade, cada pessoa tem seus próprios limites. Vemos que os atletas desenvolvem certas performances, sendo capazes de ultrapassar os limites de outros e de baterem recordes que num certo dia serão pulverizados por outros competidores.

      Nas disputas de atletismo, vemos a necessidade de partirmos com muita velocidade nos 100 metros rasos; já nas maratonas, é indispensável que saibamos dosar a marcha para termos fôlego na reta final.

     Quando se trata da caminhada de um grupo, é preciso descobrir a resistência de cada participante para que o conjunto possa ser harmônico. Não podemos querer que todos tenham a mesma capacidade de marcha dos que estão à frente — sempre haverá um pelotão na retaguarda, que é tão importante quanto ao da vanguarda.

A igreja de Jesus é um conjunto de membros, é um corpo; é também um exército: o Exército de Deus, cujo General é Cristo, e deve ser tomada como um todo, mesmo sendo composta de inúmeros componentes distintos, embora unidos e unificados, devido ao sangue de Cristo.

Há nesse exército aqueles que se destacam como os pelotões de reconhecimento, os estafetas com suas mensagens urgentes, os que fazem o trabalho de manutenção, de logística e de estratégia, contudo, todos têm um só comando: o de Cristo Nosso Senhor, que nos faz caminhar no passo certo, sem pressa nem afobamentos, nem tampouco preguiça ou má-vontade.

      É necessário se adequar à realidade do rebanho, nos diz Jacó. Andar no passo dos meninos, conforme o passo do gado que está adiante. É preciso ter conhecimento do fato de que no rebanho de Jacó havia ovelhas e vacas de leite, que, se obrigadas a caminhar demais por um só dia, todo o rebanho morreria. A decisão de Jacó foi a de conduzi-las calmamente até que chegassem a Seir.

Na igreja de Jesus, também há uma diversidade de pessoas com capacidade e disponibilidade peculiares. Não podemos forçar o passo, nem tampouco ficarmos parados. Temos um alvo, um objetivo em comum — o estabelecimento do Reino de Deus na terra.

O tempo urge, mas nós não podemos querer fazer tudo de uma só vez, nem deixar de fazer o que nos compete. Como resolver o impasse? Como harmonizar as dificuldades e as ansiedades? O Senhor nos dá múltiplos dons, dons que se completam, interagem e chegam ao resultado final, que é o bem comum.

Esaú entendeu que Jacó precisava de tempo para chegar ao ponto de reunião. Com amor, devido à reconciliação que estava sendo construída entre os dois irmãos, Esaú cedeu, e a comunidade de Jacó seguiu caminho no passo certo. Nem mais nem menos. Nem devagar nem depressa. Mas no passo da harmonia e da conciliação.

A igreja tem uma missão a cumprir e precisa cumpri-la no passo do Senhor. Na marcha que o Senhor imprime a todos em conjunto como um só corpo. Vivamos na união, na paz e na graça do Senhor da igreja.

Sejamos humildes, pacientes e amorosos uns com os outros.

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