Afinal, que Tipo de Professor Sou Eu ?

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Após refletir bastante sobre sua tarefa, o professor pode agora, num exercício de auto-avaliação, detectar áreas em sua vida que precisam ser trabalhadas visando o aprimoramento de seu trabalho. Isso é simplesmente maravilhoso, ao servir a Deus na qualidade de professor da escola Dominical, a pessoa é convidada a uma constante avaliação do seu ministério.

 

O desejo de exercer com dedicação a tarefa de ensinar as escrituras precisará pressupor sempre a reciclagem e o aperfeiçoamento, sob pena de, em não acontecendo, instalar-se uma situação de retrocesso e de letargia na Escola Dominical.

O professor, como todos os crentes, precisa crescer, melhorar. Cada dia representa um desafio novo, cada trimestre uma oportunidade nova de crescer com e através da vida de seus alunos. "É claro que o professor, para exercer com eficácia o ensino, deverá ter vocação e também preparo especializado". Tal preparo se dará no transcurso da vivência do próprio professor, em sua disposição de se envolver nos programas de reciclagem e treinamento a que tiver acesso.

No entanto, muitos são resistentes a idéia de reciclagem e treinamento. Há casos de professores que jamais aceitam participar de um treinamento ou de um curso; são auto-suficientes, acham-se prontos e julgam-se detentores de todo o saber. Ou por outro lado acreditam que, o que estão fazendo, já está muito bom, para que melhorar? Acreditam que somente boa vontade é o suficiente. Não pode haver coisa mais prejudicial para uma Escola Dominical do que a presença de pessoas que se recusam a crescer, negam-se a melhorar e fogem do aperfeiçoamento.

Ser professor da Escola Dominical implica melhorar sempre, abrir-se para o novo, manter arejada a mente e aberto o coração para experimentar novos métodos, intensificar ações educacionais, testar, experimentar. Neste sentido, a sala de aula é um laboratóro permanente onde o professor e alunos se lançam a novas descobertas e experimentos cujos resultados muito poderão contribuir para o crescimento do Reino de Deus.

Aqueles que resistem tanto a esta idéia de reciclagem e treinamento carecem de humildade. Humildade é a convicção de que não temos nem somos a última palavra. A humildade leva o professor a entender suas limitações e deficiências. Também inferimos, ao analisar estes resistentes, um certo desprezo pelo trabalho de Deus, muitas vezes até travestido de piedade e responsabilidade. Se uma pessoa não quer consertar erros, redirecionar caminhos equivocados, corrigir falhas e aperfeiçoar métodos e técnicas acerca do ensino dinâmico e eficaz da Palavra de Deus; então notamos, no mínimo, desconsideração para com a nobreza do ministério do ensino da Bíblia na igreja.

No tempo em que nós vivemos, as coisas acontecem com uma velocidade enorme. A cada dia surgem novas idéias, aparecem instrumentos melhores. Através de sua participação constante em programas de reciclagem, cursos de aperfeiçoamento, clínicas e laboratórios de ensino; o professor da E.B.D. vai se atualizando, tomando conhecimento das novidades e, naturalmente, melhorando a qualidade do seu trabalho.

O pastor e líderes educacionais da igreja devem se esforçar sempre para que esta consciência da necessidade de melhorar e aperfeiçoar seja passada e desenvolvida na vida dos seus professores. Além disso, precisam levar a igreja a investir nesta melhoria. Bem fará a igreja que se esforçar para financiar programas de reciclagem para os seus professores, para lhes dar condições cada vez melhores para o desenvolvimento de seu ministério.

Muitos professores até se frustram ao constatarem que a igreja não os valoriza e nada investe em suas vidas e em seu potencial. Quando isso ocorre, temos o quadro absurdo que mostra professores dedicados querendo melhorar o seu trabalho, e líderes obstruindo o seu ideal e matando sua vocação. É preciso estarmos atentos para que a igreja invista com objetividade e fé no aperfeiçoamento do seu corpo docente.
A consciência de que o ensino das Escrituras está na base de tudo o que uma igreja realiza, quer seja missões e evangelismo, música, ação social, cultura, educação etc. há de gerar um clima favorável ao investimento na área da Escola Bíblica Dominical.

Extraído do livro: Socorro! Sou professor da Escola Dominical.

Autor: Lécio Dornas - Editora Exodus

 

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