O Maravilhoso Silêncio

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(Mateus 27:14) Jesus perante o Governador da Judéia, representante supremo do César, temível Império Romano. Pôncio Pilatos, homem de uma personalidade absoluta e caráter indomável, fica maravilhado diante do silêncio do eterno Criador.

Qual seria a razão do tão admirável silêncio de Jesus, diante de tantas falsas acusações, calúnias tiradas do profundo do inferno procurando denegrir e condenar o supremo arquiteto da grande criação?.
Teria Jesus medo de uma condenação romana? Não, e mil vezes não. Eis as razões: Jesus havia advertido seus discípulos dizendo-lhes: Quando vos conduzirem perante os magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou o que deveis responder, ou como habeis de dizer (Lucas 12:11). Esta foi a hora central de todo o universo; Jesus entregava o comando ao Espírito Santo, portanto o Espírito Santo com voz inexprimível, atuando através do silêncio de Jesus, chegava a expressar na consciência do governador. Foi como cordeiro mudo diante dos seus tosquiadores, não abriu a sua boca (Isaías 53:7) Jesus perante o tribunal, cercado de falsas testemunhas, porém no mais profundo silêncio apresenta três infalíveis testemunhas: o Pai, as obras e as escrituras (João 5:36, 37, 39).

Jesus disse ao Espírito Santo: "quando Ele vier convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo". O Espírito Santo começou a atuar trazendo convicção na consciência denegrida de Pôncio Pilatos. Ele responde e diz: "Não acho Nele crime algum, sou inocente do sangue deste justo" (Mateus 27:24, Lucas 23:22).

A ação do Espírito Santo foi tão evidente que a esposa do governador, a qual não tinha permissão de intrometer-se nos assuntos do esposo, estando inquietada através de um sonho, teve que mandar dizer-lhe: "Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dEle" (27:19). O Espírito Santo continua a falar através do silêncio de Jesus para convencer o centurião que comandou a escolta o prendeu dizendo: "verdadeiramente este era o Filho de Deus" (Mateus 27:4).

Em suma: este cenário está gravado na história e na eternidade, e podemos imaginar Pilatos diante do tribunal Divino, quando a pergunta será invertida, de "que farei de Jesus chamado o Cristo?" Para: " Que fará de mim, Jesus, chamado, o Cristo?

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